Aqui tem tudo aquilo que eu penso através dos seus olhos. Não pretendo dizer todas as palavras e, sim, todos os sentimentos. Leia com atenção, pois eu posso dizer o que você sente.
O mar perante os meus olhos mostra-me a beleza do infinito.
Curvo meus pecados capitais diante do poder da natureza.
Movo os dedos dos pés e me permito imaginar a areia me envolvendo, me protengendo dos dilemas da vida.
O vento acaricia meu corpo e ignora a minha vontade de ser como ele, leve e incontrolável.
A brisa sussurra em meus ouvidos dizendo eu deveria ser paciente, a minha verdade não deve ser imposta aqueles que não querem compreendê-la.
Um lágrima caminha em meu rosto enquanto confesso à mãe natureza o meu segredo.
"Quero existir como se eu pudesse amar a qualquer um."
Fiquei surpresa ao ver mais um selo pra mim. Tenho feito as contas e tenho esse blog vai fazer dois anos agora em 2010. Dois anos que resolvi expor a minha alma na internet. Dois anos que venho me empenhando em colocar o que quero da maneira mais fiel ao meu mundo. Dois anos... acho que poucas pessoas já passaram por aqui e a maioria foram conhecidos. Espero que tenha valido a pena para quem leu, pois valeu o dobro para mim.
Beijos especiais à Tahiana Andrade que tem andado por aqui com carinho.
E indico: Kato (mesmo que tenha sumido), Felipe ( mesmo que ele tenha esquecido que tem um blog), Juliana ( a fofa que eu conheci nos últimos dias de curso ), André ( mesmo que ele fale mais em Jesus do que tudo). Por enquanto só esses. xD
Madrugada do dia 25/02/2010 e me encontro sozinha debatendo comigo mesma as ações e reações que passam em em minha vida. O tédio me domina e minha mente perpassa em episódios dolorosos, tentando olhar tudo de outro ângulo. Tento me imaginar como sendo uma terceira pessoa para tentar entender a initeligível mente humana. Enquanto isso vagueio em blogs como o costumeiro e pude ler um post muito interessante sobre a arte da falácia. O texto se chama 'Falta de argumento' do blog http://idiotizandonanet.blogspot.com/ da autora Tahiana Andrade e me vi concordando várias vezes com o que ela defendeu.
Realmente é muito irritante conversar com alguém que acha que o 'não' ou o 'sim' são argumentos excelentes ou louváveis. Pior que isso são as pessoas que estão tão cegas com as próprias ideias qua não param para escutar o que o outro fala. Isso sim me deixa furiosa. Já passei por essa situação várias vezes em minha vida, acreditem. Muitas vezes, também, correu em minha cabeça simplismente deixar de falar para que a pessoa se sinta a vontade em despejar sua saliva, uma vez que deixou de ser uma conversa para ser um monólogo.
Tenho plena noção que mudar de opinião sobre alguma coisa, ou alguém, é difícil. Aquele sentimento estranho, quando isso acontece, percorre da culpa até o mal estar, pelo menos é o que acontece comigo. Porém, depois que consigo digerir a mudança me sinto muitíssimo bem. Me sinto um tantinho mais compreensiva do que antes. Não gosto de ter opinições empedradas. Mesmo as pedras estão sujeitas as mudanças, ainda que seja mais lento. Por que pau que nasce torto nunca se endireita? Nós nascemos e morremos com o mesmo jeito de ser? Quer dizer que a sua mentalidade 'gu-gu-dá-dá' de quando você tinha dois aninhos é a mesma de quando você tem noventa? Óbvio que não! Se a natureza, o platena Terra e o universo estão sempre em constante movimento e evolução, QUEM somos nós, imperfeitos e prepotentes humanóides, que achamos que nada muda?! Aaaah, não fo#%!
Bom, pessoas, eu não sei muito como começou isso, mãããs gostei de estar entre os 7 blogs merecedores do selo que a Juliana, do blog Momento Lala (http://www.momentolala.blogspot.com/), elegeu! EEEEEEEE *pulaquenembichalouca*
Parece que tem uma brincadeira. =D Attttttoron coisas novas.
Sete coisas sobre mim:
1) O meu nome é sem acento, mas eu gosto disso. Dá a falsa impressão que posso pertencer a qualquer lugar (Como explicar à um japonês que se tem de colocar um traço 'estranho' chamado acento agudo no 'e' de Jessica??!?!);
2) Sempre me acho mais esperta ou sábia do que realmente sou. Na verdade eu sou tapada;
3) Queria poder ter superpoderes. Tenho inveja dos personagens de ficção que podem voar ou lanças chamas. T__T ;
4) Gosto de ver os dois lados da moeda sempre. Chego até ser chata por isso;
5) "Sou timidamente ousada"
6) Gosto quanto alguém lê o que escrevo. Me sinto privilegiada quando acontece;
Sabe, sempre fui uma pessoa meio desmemoriada. Esqueço-me facilmente dos fatos. Acho que é porque sou meio lerda e passo mais tempo em mim mesma do que na realidade. Desde sempre fui assim, desde sempre mesmo, mas poucas memórias da minha infância ainda sobrevivem e uma delas foi a Karen.
Antes de falar sobre ela gostaria de contar o porquê de eu estar aqui, relembrando de uma pessoa que provavelmente nunca mais verei. Calma, senhor leitor. Você não irá ler alguma história interessantíssima sobre algum romance lésbico. Meu intuito é descrever o pouco do que sei sobre mim. Quero que as pessoas entendam o começo da teoria da minha bissexualidade. Quero que o leitor possa imaginar o pouco da confusão que sempre se instalou na minha psique.
Sempre fui uma garota tímida e recolhida em todos os lugares. Eu tinha noção que todos me conheciam. Conheciam meu nome, meu rosto e o mesmo acontecia da minha parte para com eles, mas eu sempre me senti deslocada. Eu não era de conversar com todos. Acho que minhas primeiras lembranças foram do medo do que as pessoas iriam pensar de mim. Por vezes eu pude presenciar minha avó falando que os homossexuais eram doentes e tantas outras que deveriam ir para o inferno e quando atingi certo nível de lógica para perceber o que era isso que minha avó tanto jogava fogo, eu, criança que era, só entendia que essas coisas eram ruins. Mas não ligava até certo ponto, eu só não queria que as pessoas soubessem.
Aquela época foi conturbada na minha vida, porém eu não entendia a maior parte de tudo o que acontecia. O que eu queria era brincar, era o que eu mais gostava. Em minha sala de aula da escola, eu sempre gostava de falar com ela. Karen. Éramos amigas. Brincávamos juntas. E mesmo não tendo noção de como as coisas aconteciam, sempre que me encontrava com ela, sentia vontade de repetir aquelas palavras mágicas que eu somente conhecia em histórias de contos de fada e nos filmes: Eu só queria dizer que eu a amava. Nunca tive coragem de pronunciar o que queria realmente dizer. As palavras da minha mãe e da minha avó ecoavam em minha cabeça e eu pensava estar errada. Eu não sabia o verdadeiro por que de ‘estar’ errada. Era como se tivessem me ensinado quanto é dois mais dois sem ter explicado o porquê de ser quatro. Mesmo sem entender, sei que a Karen foi o meu primeiro amor (platônico, eu sei). Fomos da mesma sala por anos seguidos do primário até que tive que ir morar com minha avó no interior do estado, logo tive que sair da escola. O que mais doeu foi ter que me separar dela. Saí daquela escola sem dizer o que ela significava para mim.
Passaram-se as férias de meio de ano e embarquei em uma nova escola. Não faço idéia de quantos anos eu tinha na época, sei somente que eu estava na antiga terceira série. Caí de paraquedas em uma escola evangélica e em uma sala de aula onde todos se conheciam. Eu ainda sentia falta da Karen, mas fazer o que, né? Tímida como era, demorei a fazer amizades, mas me aproximei muito rápido de um garoto. Wadan. ( nome estranho, né?) Foi por ele que o meu coração infantil se apaixonou. Nós éramos amigos também e eu lembro de dar várias e várias gargalhadas com ele. Não tive muitos dilemas com os meus sentimentos para com ele uma vez que eu não achava que iria para o inferno por estar gostando dele.
Querido leitor, por enquanto contar esses pequenos trechos da minha vida já basta para exemplificar a minha real intenção de fazer este post. Não sei o porquê de ter começado a minha atração por meninas, mas uma coisa eu sei: Passei muitos anos da minha adolescência me odiando por ser o que sou. Confesso que não gosto do fato de ter nascido mulher. Não gosto dessa fragilidade e inconstância de hormônios. Não gosto dessa enrolação feminina. Não gosto desses adjetivos em mim. Mas nasci mulher e tenho que lidar com isso, gostando ou não.
Em minha opinião, qualquer ser humano está apto a ter atração sexual por ambos os sexos. O problema está nos conceitos que aprendemos como o certo e errado. Acompanhe o meu raciocínio senhor leitor: Imagine se colocarmos duas crianças nos seus primeiros anos de idade para viver em uma ilha deserta. Dois meninos para ser mais exata. Os dois crescem juntos, convivem todos os dias sem interferência da sociedade. Imagine os dois já adolescentes e a testosterona de ambos está à flor da pele. O que aconteceria, senhor leitor? Eles cederiam aos prazeres do sexo ou se colocariam a pensar se o que queriam fazer era uma blasfêmia e se iria trazer a ira de Deus?
Será que todos seres humanos nascem com sentimentos homofóbicos? Acho que essa forma de ver o mundo é aprendida e passada assim como certas manias são passadas de pessoa para pessoa.
Muitos pais preferem renegar seus filhos a ter um homossexual como prole. Muitos pais preferem se iludir achando que homossexualidade é fruto da influência de terceiros quando se deparam com tendências homossexuais em seu filho (a). Mas o que eles não conseguem, ou não querem, ver é que quanto mais impõem suas opiniões aos filhos, mais eles irão se afastar deles. Mais terão sentimentos de mágoa podendo até chegar a ódio.
Não estou dizendo, querido leitor, que os pais devam aceitar a homossexualidade como o certo. Isso não, pois iriam trair as próprias verdades. O que quero dizer é que deveriam respeitar. Ninguém escolhe a sua opção sexual ao nascer. Se escolhessemos, eu pediria para ser heterossexual. É mais fácil andar conforme a massa.
As lembranças do teu beijo me perseguem
Assim como o predador importuna sua presa.
Os seus gestos inesperados reviraram minha cabeça.
Olhar em teus olhos e me deparar com a imensidão do desconhecido me fez parar de respirar
E o meu raciocínio? Foi sugado pelo rastro da sua boca em mim.
Quando fecho os olhos ainda consigo sentir a sua respiração em minha pele.
Ainda sinto os poucos minutos que pude sentir seu carinho.
Realmente acho que não estou no meu estado perfeito.
Acabei de assistir uma peça de teatro em minha escola e esta me deu alguns dilemas sociais para refletir. A peça foi constituída de apenas dois atores, bons por sinal. Se me permitirem a esdrúxula comparação, a peça tinha cor de catarro. Todos temos, porém jogamos fora com ar de nojo, como se aquilo nunca tivesse saído de nós mesmo. Sim, caro leitor, a peça tinha aparência de escarro, pois falava de tudo aquilo que eu e você não falamos. Eles falaram e interpretaram tudo aquilo que o ser humano esconde no fundo da consciência para não termos que assumir a nossa própria culpa.
É fácil culpar os capitalistas pelo aquecimento global, é fácil culpar o assassino que apodrece em sua carcaça marcada. Tudo isso realmente é muito fácil. Difícil é admitir a própria culpa. Difícil é pedir perdão, vindo do coração. Difícil é olhar para o próximo e tentar colocar-se no lugar dele para sentir o que ele sente. Tentar entender o porquê de o assassino ter se tornado tão cruel. É fácil dizer que quem nasce ruim, quem nasce podre nunca se endireita. É fácil apontar o erro, difícil e estender a mão para os que choram sem lágrimas. Difícil é sentir a dor daquele que tem a ferida na alma e que não encontra remédio para a cura. Difícil é se tornar alguém melhor, não por interesse. Mas por vontade, pelo amor para com a humanidade.
Hoje assisti a uma peça que falava sobre a podridão do homem enquanto ser pensante. Vi de perto a reação do escarro da verdade atingir alguém como se fosse uma bala certeira de um revólver imaculado. Surpreendi-me... Aliás não. Tive medo. Sempre soube que existem pessoas que não se dão ao trabalho de refletir sobre o direito divino da vida. O belíssimo direito da vida. Tenho medo das pessoas que decoram e não entendem.
O ponto da dor foi ao final peça, ironicamente depois de palavrões e cenas de violência. Surpreendentemente, depois da menção de Jesus Cristo.
Injusto é aquele que suja as mãos com sangue de inocentes, que zomba e cospe daqueles que estão abaixo de si. Porém, de que serve a justiça se não para julgar? A nossa justiça que julga inocentes, culpados. E culpados, inocentes. A justiça que liberta um inocente e manda mais de mil para cadeia. A justiça que mata um bandido mata dez inocentes.
[...]
O que é ser um bom exemplo? Desculpe, essa pergunta é muito difícil para vocês... Vou modificá-la. O que é ser um mal exemplo? Talvez encher a cara e bater com o carro? Por aqui isso todo mundo faz. Vender drogas para adolescentes? Por aqui isso todo mundo faz. Roubar? Isso por aqui todo mundo faz. Xingar? Brigar? Quebrar? Por aqui isso todo mundo faz. Não quero ser hipócrita, mas os justos só se fodem. Começando por aquele que morreu na cruz. Para alguns se matou a toa, para outros foi um herói. Dizem que um dia a justiça será justa. É difícil acreditar... A única coisa que não é tolerável é que jovens morram na mão das drogas, ou que crianças morram na mão na criminalidade. Não quero ver minha filha se tornar prostituta, sem motivo real. Você gostaria que a sua filha se tornasse uma prostituta ou que seu filho se tornasse um bandido, ou um assassino, um dependente de drogas? Tem coisa que não se é possível evitar, mas outras são escolhas e eu torno a perguntar. O que é ser um bom exemplo? Vocês acham que são culpados pelas coisas que acontecem no mundo? Pela poluição? Pelo caos urbano? Tem gente que nem ao menos sabe o significado da palavra ‘caos’. Como vou culpar essas pessoas se eles nem ao menos sabem o que fazem. Todos sempre acham que não tem culpa, que o mundo está assim por que Deus quer.Estão muito enganados! Se o mundo tá assim, a culpa é de você! São vocês que não assumem os seus próprios erros! Seus covardes! Se estão incomodados com o que estou falando, saiam! [...]”
Quando o ator pronunciou esta última fala, uma garota bruscamente se levantou. Encaminhando-se para a professora e balbuciou algumas palavras que, para mim, foram apenas gestos com a boca devido à grande distância que eu estava dela. Depois, com a mesma impaciência no andar, foi em direção a porta. Fazendo do estrondo que fez ao sair toda a sua raiva com as palavras ditas.
Fiquei assombrada com tal gesto. Ela sempre fora uma garota tão gentil e afetuosa. Sua voz sempre demonstrou o timbre da passionalidade. Fiquei boquiaberta com tal desfecho. Percebi que até os atores se espantaram com a reação dela. Estou aqui tentando compreender o que ela escutou para ter tanta raiva. Foi o mesmo que eu escutei! Não vi, e nem li, nas palavras ditas alguma intenção de ofender a imagem de Cristo. Meus ouvidos captaram uma crítica direta ao ser humano. Quanto mais penso sobre isso, mais me vejo longe do que ela sentiu quando ouvira as mesmas palavras que escutei.
Para quem leu até esta linha escrita com a tinta do incompreensível, por favor, pensem. Pensem sobre o que escutam. Reflitam sobre o que acham. Revejam seus conceitos todos os dias, todas as horas. Somos mutáveis. Extremamente mutáveis. As evoluções das espécies provam tudo! Estudem. Leiam. Critiquem. Sintam a dor daquele que você nunca viu.
Não entendo como muitos olham para os feitos de Jesus com olhos cheios de emoção, vangloriando o que ele fez e disse quando não tentam ter, pelo menos um pouco, da compreensão que Ele teve? Acho que Jesus não sairia daquela sala. Acho que ele riria com gosto e aplaudiria a franqueza misturada com o humor que aqueles jovens atores apresentaram o tema. Ele iria estar tão feliz que seus amados irmãos conseguiram fazer da arte um instrumento do pensamento que iria estar com lágrimas nos olhos.
Curvo-me a tudo o que ele disse e fez com honra, sim, porém me curvo também diante daqueles que fizeram da sua própria vida uma idéia eterna. A idéia do pensamento individual. Curvo-me a todos que fazem de sua vida uma luta eterna em busca de um sonho. Curvo-me diante de cada ser humano que possua uma jóia única dentro de seu ser. Mas, não todos. Quero ser grata somente aqueles que esculpem sua jóia. Aqueles que procuram várias e várias formas que embelezar sua jóia.
A jóia, querido e paciente leitor, é a jóia dos pensamentos.
Percebi algum dia desses a enorme diferença que é estar em um colégio particular forte e estudar na rede pública de ensino. Sei que todos que estão lendo essas linhas irão pensar: É óbvio que há diferença, será que ela não lê jornal não?! Sim, caro leitor, eu tenho plena consciência das estatísticas sobre a qualidade de ensino nas instituições educacionais não pagas do país e sei que estas estão em decadência. Porém o meu pensamento não estava voltado para a consequência e nem a causa do péssimo estado dos colégios estaduais e municipais. Tentei olhar a partir do ponto de vista dos professores da minha escola.
Apesar de ser uma escola noturna, o meu colégio é muito bem organizado e bem constituído de professores. Quando, sutilmente, perguntei para cada professor em qual faculdade estes se formaram, descobri que todos, repito TODOS, fizeram graduação em instituições públicas. Há um professor de biologia que possui três faculdades, por exemplo. Biologia, Farmácia e Medicina. Espero que todos se demorem na última carreira, mesmo sabendo que esta ele fez em uma universidade particular tentem parar um momento para refletir. Medicina é difícil para entrar e mais ainda para sair. Depois dessa pequena análise me deparei com alguns dilemas, como por exemplo: Se a minha escola tem professores de alto nível, por que ainda é considerada de baixa qualidade? Nesse momento é que pude comparar a atuação dos professores do meu colégio com os do curso Bahiense. No decorrer do ano, tive que me adequar à essa ‘vida dupla’ de vestibulanda e aluna do terceiro ano do ensino médio e pude ter o privilégio de ter as mesmas matérias nos dois locais de ensino. Foram essas aulas que me permitiram fazer uma comparação à qualidade das aulas. Automaticamente percebi que o tempo de aula faz a aula ficar arrastada e perdurar muitas semanas, enquanto no Bahiense o mesmo conteúdo é visto menos da metade do tempo. Há também a vontade na convidativa dos alunos do meu colégio. O leitor que acha que os aprendizes a vagabundos do CBL são barulhentos, irritantes e insuportáveis, não aguentaria um dia sequer em meu colégio, pois a maior parte dos alunos de lá nem sequer dão o devido respeito aos professores. Já tive o desprazer de presenciar diversas discussões vergonhosas entre aluno e professor. Muitos deles só estão lá para poder ter um diploma no final do ano.
Contudo, a principal característica que percebi em minha análise amadora é a diferença no olhar dos professores. No Bahiense, todos os professores possuem o mesmo calor nos olhos, excetuando-se alguns, claro. Não sei se o leitor já se permitiu divagar sobre esse calor à que me refiro, se não o fez, faça. E para mim esse calor é como fogo ardente que deveria ser guardado como patrimônio da humanidade. É o calor da felicidade em seu trabalho, de estar fazendo o que gosta de verdade e de sentir que aquele lugar na frente de muitos alunos, pertence a si. Sinto em dizer que não vejo frequentemente esse olhar em minha escola, excetuando-se alguns, claro. Acho que posso contar as vezes. O olhar frio dos professores me suga as energias. Por favor, leitor, não confunda o olhar que descrevo como o olhar de frieza. Deixo registrado aqui que todos meus professores agem de maneira educadíssima com os alunos. Pensem em toda discrição que fiz ao relatar o calor dos olhos dos professores do Bahiense e olhem o outro lado da medalha e verão que o amor a educação deixou a alma dos meus professores.
É realmente muito triste, mas ‘bobeira é não escrever a realidade’.
P.S: Texto feito para ser colocado em um projeto que estou realizando, logo terá de ter esclarecimentos:
CBL: É a turma de segundo grau do pré vestibular que faço. As turmas são juntas. Bahiense é nome o curso pré vestibular.