1 de julho de 2009

Rótulos

Agora o assunto é sexualidade!

Desde que o meu melhor amigo me contou ser homossexual, tenho tentado 'entender' muitas coisas dais quais nunca quis pensar. Naquela época eu era um 'poço' de preconceitos - muitos deles eram apenas palavras repetidas e sem fundamentos. Entretanto, quando ele me contou, não senti nenhum preconceito. Não havia nele aquela doença que, até então, eu achava que os homossexuais tinham. Ele era legal. Gostava de conversar com ele. Depois da 'revelação' veio a consequência. Eu queria saber tudo. Tudo que eu não conhecia. Eu estava fascinada. Queria saber como ele havia se tornado homossexual. Irônico? Também admito. Mas eu não me importava. Hoje vejo que foi ótimo ele ter se tornado meu amigo. Afinal, ele me salvou daquele mundo sem graça no qual eu vivia. ( Te amo Fábio! =* )

Mas não era sobre a minha amizade colorida que eu queria falar.

Eu quero falar sobre os rótulos que nós mesmos fazemos.
Mesmo na minha pequena experiência neste mundo em que vivemos pude perceber que, incansavelmente, fugimos dos rótulos. Das coisas que são comuns. "Quanto mais eu puder mostrar que sou diferente, melhor." Talvez isso seja feito para que sejamos notados de alguma forma. Mas já parou pra pensar que saímos de um rótulo para cair, justamente, em outro?
Como exemplo, vou usar a sexualidade. Ser homossexual. No dicionário: " Que ou quem sente atração sexual por pessoas do mesmo sexo ou tem relações sexuais ou afetivas com pessoas do mesmo sexo." É impressão minha ou isso também não virou um rótulo? Você chega para um homem homossexual e pergunta: "Você ficaria com alguma garota?" E adivinha qual vai ser a resposta? "Garotas? Claro que não" Alguns ainda vão dizer: "Eca!!"
Se você pensar bem e trocar apenas uma palavra... Não seria a resposta de um heterossexual?
Porque a eterna rejeição? É como se fosse impossível! Esse tipo de opinião não tem fundamentos!
Em minha opinião, o ser humano é passível a amar e/ou ter atração sexual por ambos os sexos. É só uma questão de lógica e mente aberta. Só. Não se precisa de grandes conhecimentos pra chegar a essa conclusão. Basta parar de deixar os vícios naturais da sociedade te influenciarem.
Eu acho que TODOS deveríamos ser Bissexuais. Eu sei que também acaba sendo um rótulo. Mas, a meu ver, é o menos pior dos três citados. Uma vez que você não se prende as convenções que parecem ser obrigatórias. Você estará aberto para 'n' possibilidades de amor e compreensão.

Será que eu consegui me expressar? Para mim parece tão fácil e tão complexo!





Obs: Sou, sim, bissexual.

30 de junho de 2009

28 de junho de 2009

Como foi a minha primeira prova de vestibular: UERJ ( PARTE 1 )

Dia 21 de Junho. Dia marcado para acontecer a prova da Uerj. Eu queria não ter passado por MILHÕES de problemas semanas antes da prova. Esses problemas criaram um relaxamento em mim. Não sei dizer o que realmente se passava na minha cabeça. Eu só queria que a prova viesse e fosse rapidamente. Metade de mim queria ficar em casa e a outra metade estava com uma grande sede de aventura e de ver os desafios daquela prova. É sempre assim comigo, uma parte de mim se torna uma pantera feroz que controla (ou descontrola) todos os meus sentimentos e a outra parte é tímida e sem vontade de grandes feitos . A pantera tem olhos de gato. Foi essa pantera que foi fazer a prova. A parte que queria fugir foi devidamente anestesiada e adormecida.

Demorei a dormir na véspera da prova. Rezava para que os meus amigos conseguissem bons conceitos. Repetia os nomes em minha cabeça e mentalizava a vitória de todos. Imaginava os sorrisos deles junto ao meu. A última coisa que lembro antes de apagar foi vários rostos que merecem estar na faculdade no ano que vem. Não me lembro dos meus sonhos naquela noite, entretanto, certamente foram ansiosos, uma vez que acordei várias vezes durante a noite. Ao levantar senti uma enorme onda de euforia misturada com nervosismo e emoção. Como na noite anterior, procurei mentalizar a calma e a vitória de todos que me cercam e inclusive a minha vitória. A primeira coisa que fiz foi ligar pra Marcelle para acordá-la. Mesmo que naquele “Bom dia” meio sonolento tentei expressar um pouco do meu bem-estar. Me arrumei com calma e não dispensei o café da manhã reforçado. A minha mãe demorou um pouco mais para terminar de se arrumar e decidi descer para esperar a Marcelle chegar com o Fábio que, mesmo sem fazer a prova, foi para dar uma força pra gente. A Marcelle chegou logo e a minha mãe cismou que a gente devia ir de táxi. Fiquei um pouco irritada de começo por que não gosto de gastar mó dinheiro com táxi se a gente podia ir de ônibus, mas tentei me colocar no lugar da minha mãe, ela tem ficado mais nervosa com o vestibular do eu. Pegamos o táxi e estávamos a caminho daquele momento tão esperado. Dentro do carro, senti uma boa vibração vinda da Marcelle, apesar de parecer ansiosa havia um ‘quê’ de aventura nela que parecia espelhar o que eu estava sentindo. Me senti bem com isso. Estava feliz. Isso que importava. A felicidade me deu uma certa calma.

Achei tudo muito cômico quando chegamos lá. Eu consegui distinguir vários rostos na multidão, mesmo aqueles que não tinham nome que, por ventura, passaram na minha vida pouco percebidos. Encontrei o pessoal do Bahiense em peso lá. Não me assustei com a multidão. Era previsível. Mas, por um lado eu me senti mal pela minha mãe. Eu estava plenamente consciente da preocupação dela. Afinal, era a primeira vez que eu estava no meio de uma multidão depois do dia do meu ataque de pânico no metro. Procurei passar a minha confiança pra ela.. só não sei se ela percebeu. Ela ficou ainda mais apreensiva quando os portões abriam. Eu estava tranquila. Queria mesmo era entrar logo. Eu e a Marcelle entramos depois de uns 10 minutos que os portões se abriram, ainda assim a minha mãe queria que esperássemos mais. Tentei mais ainda passar a minha tranquilidade para ela e prometi dar um ‘tchauzinho’ antes de entrar. Foi o que fizemos. Foi engraçado que até o pessoal do Equipe de Apoio (curso da Marcelle) acenou pra gente. Me sentia feliz. Muito feliz.

A pantera dentro de mim rugia. Queria mais. E ela teve. Quando conseguimos chegar ao pátio daquela faculdade fiquei fascinada. Era enorme. Vários andares e entradas para todos os lados. Mas tinha um problema. Para onde nós teríamos que ir para chegar em nossas salas? Tinha tanta gente andando que ficamos desnorteadas. Eu estava com medo de perder os meus documentos ( que estavam na minha mão). A Marcelle estava mais preocupada em falar com o muralha-em-pessoa que trabalhava lá. O cara era assustador! Devia ter uns 2 metros de altura e largura. E a Marcelle ainda teve coragem de ir lá falar com ele! Depois ela ainda ME CHAMA de peito de ferro! Mas enfim, depois que conseguimos achar o corredor certo pra subir, seguimos o nosso comigo e deixamos o gorila pra trás. Subimos, subimos, subimos, subimos, subimos... Parecia que não ia chegar nunca! Ainda bem que chegamos cedo. Fiquei imaginando como as pessoas que chegarem em cima da hora iriam correr. Depois de algum tempo cheguei ao meu andar e me despedi da Marcelle ( ela iria para o próximo ). Fui em direção a minha sala sendo acompanhada pela Jéssica (Ela faz Bahiense comigo - ela estava desde a entrada com a gente mas não mencionei porque ela não faz parte do elenco principal =x) conseguimos achar a nossa sala depois de mais alguma tempo (Até ai eu já estava achando que estava numa Hogwarts da vida /Louca ). Me despedi da Jéssica também, pois ela ia para próxima sala. Quando entrei na minha sala a fiscal pediu pra eu colocar o meu celular numa espécie de sacolinha que seria lacrada. Seria menos humilhante se eu não tivesse ‘perdido’ o meu celular na mochila. Tive que revirar tudo. Todo mundo olhou pra mim e comecei a me achar uma idiota e a ficar com vergonha. Mas fiquei muito feliz quando consegui achar o maldito telefone e o coloquei na sacola com um ar de triunfo no rosto ( 666 ). Depois assinei uma lista lá e, finalmente, fui me sentar. Logo percebi que tinha uma garota lá do meu curso na minha sala. Eu sempre a achei estranha. Ela sempre some no intervalo e volta com o cabelo SUPER molhado, mas com a mesma roupa. Estranha. Enfim, me sentei e comecei a marcar território. Olhei pra tudo quanto é canto e para pessoas. Pessoas? Isso foi muito generalizado! Só tinha garota na minha sala. E SÓ TINHA JESSICA! A fiscal ficava que nem retardada rindo disso. Odiei, de novo, aquela maldita música que fez uma legião de mães mudarem o nome de suas filhas (inclusive a minha). Teve uma hora que eu tava distraída com o nada e alguém desconhecido chamou ‘Jessica’, TODAS olharam. Fiquei muito envergonhada.

Continua....

26 de junho de 2009


Hoje foi o tipo de dia ‘Oi eu não quero falar com ninguém’ para mim, no curso – apesar que isso tem acontecido com frequência depois dos meus surtos de ansiedade. Tudo começou quando peguei um livro pra ler ( tem uma garota lá que parece que leva O MUNDO literário na mochila e ela me emprestou um daqueles livros). De começo parecia um daqueles livros com a capa e título legais, mas uma bosta de história. Porém, a minha curiosidade e a completa falta de vontade de prestar atenção nas aulas me fizeram escrava daquele pequeno livro com capa de caveira. Em poucos minutos eu já estava sem fôlego por causa da história e olha que isso aconteceu com poucos livros que li na minha vida – e, particularmente, não foram poucos os livros que li. Era intrigante e doce na escrita. Uma leitura fácil, porém um contexto de arrepiar os mais corajosos. Deviam ser umas 8:30 quando comecei a ler o livro. Leitura que se estendeu até umas 12:00, com algumas pausas por causa da bagunça na sala de aula – ainda jogo uma bomba naqueles idiotas estúpidos. O que importa é que eu me transportei para aquela história. Era como se tudo aquilo estivesse acontecendo naquele momento e os meus ouvidos não conseguiam ouvir a sala barulhenta nem as reclamações que giravam no mundo real daquela sala repleta de gente. A realidade parecia distante e sem graça quando me deparei com a imensidão do mistério daquele livrinho. Eu ouvia o que o jovem Ricardo ouvia. Sentia o que ele sentia. Por vezes tive respirar fundo para não chorar ou me segurar para não gritar de medo em algumas cenas. Foi uma ligação forte que eu senti com a história! Depois que eu terminei de ler fiquei impressionadíssima e não parei de pensar na história o resto do dia. Estou até agora abismada.

Qualquer dia

Um dia,

Como qualquer outro dia.

Decidi vagar na imensidão da internet.

Naquela época

Eu só queria ter alguma coisa interessante

Para satisfazer a minha curiosidade infantil

Entretanto, tudo me parecia, o que hoje chamo, redundante

Nas fotos

Rostos comuns e sem graça

Nos gostos

Uma junção de ritmo e jeitos repetitivos

Que a massa de pessoas apreciava

Naquele dia decidi encontrar o meu mundo

Um mundo que eu achasse um enigma

Que me ensinasse coisas novas

Coisas.. Interessantes

Mesmo que não se tenha passado tantos anos desde aquele dia

Hoje sei que o mundo que eu descobri

Me fez, em vários aspectos, uma pessoas melhor

O que tem nesse mundo enigma que eu encontrei?

Não importa para o leitor...

O que importa

É que todos tem que procurar o seu enigma

O seu mundo.

Por que ele

Te trará o sentimento de familiaridade

E alegria.



10 de dezembro de 2008

Bola de neve

“É uma noite fria no quarto do menino de cabelos negros, como o obscuro céu que assopra um vento gélido pela janela aberta ao lado da cama do garoto. Com os olhos fechados, Alex, viajava acordado no seu próprio mundo de brincadeiras e alegrias, porém, uma sucessão de barulhos de coisas caindo no chão fez com que a criança se levantasse bruscamente com o susto que levara. Com as mãos tremulas, Alex recostou-se ao batente da porta entre aberta, logo, seguindo o rastro de sangue que levava à sala do pequeno apartamento... “

Na mesma intensidade do susto do menino, Alex, que agora tem aparência de homem,porém, ainda sustenta a enigmática cor do céu em seus cabelos , levanta assustado e ofegante do sonho que acabara de ter. Sonho que, na verdade, é uma dolorida memória de sua infância. Percebeu, então, o tremor que a lembrança causou em seu corpo e sentiu uma imensa vontade beber alguma bebida forte e quente. Ao tentar levantar-se sentiu o peso de um corpo feminino sobre suas costas, era sua esposa. Indiferente, Alex continuou o que planejara , indo até a sala e servindo-se da primeira bebida alcoólica que avistara e, com um só gole, sentiu o líquido descer e a sensação de queimação traz um pequeno sorriso em seu rosto bem desenhado, logo, o movimento se repetiu uma, duas, três, quatro vezes. Porém, o momento de alegria passou no segundo em que ouviu a voz esganiçada da mulher que dividia a cama, vinha ela a toda fúria reprovando o marido por beber tanto. As paredes viram o momento que o copo foi jogado intencionalmente contra a mulher e, também, uma garotinha, de cabelos negros como os de Alex, via a cena da porta entre aberta de seu quarto e, sem saber, estava assistindo uma réplica do sonho do pai.

7 de outubro de 2008

Viva. Sempre.


O ato de amar
O ato de correr
O ato de conversar
Alguns acham isso comum e insignificante
Porém, para certas pessoas,
essas podem ser as coisas mais preciosas e belas que
alguém pode fazer
Aqueles que vêem a vida em suas camas
Aqueles que vêem a passagem das estações em cadeiras
E
Aqueles que tem tudo isso e somente olham para os próprios pés
Tem gente que o falar é difícil
Tem gente que possui somente o ato de escrever
Enquanto alguns sonham com um carro melhor,
Com um celular mais moderno
Tem gente que tem o simples, simples desejo de poder caminhar dois passos a mais
E
Sentir o vento da saúde
Tem gente que chora ao lembrar-se do passado e deseja que o próspero amanhã chegue logo
Tem gente que chora ao tentar imaginar o futuro e tenta agarrar-se nas lembranças das
pernas saudáveis
e assim lutam para o tempo voltar
Mas e você?
O que está fazendo?
Já terminou de limpar a sujeira dos sapatos?

29 de setembro de 2008

Mika Nakashima - Resistance (Tradução)


Penas brancas de um anjo
Vão caindo
E começam a se juntar


Grito! Em uma cidade sem fé, a vida é sacrificada
Destruída
Agora, dou um beijo de sofrimento...


Se você dormir, a manhã vai chegar

A terra de liberdade é assustadora
Tem uma bondade insensata
Tudo que restou foi uma estrada breve

Quando a garota não pode cantar
Ela volta a buscar uma razão
Mesmo cercada por pessoas, mergulha em escuridão


O murmúrio de vozes
Foi cortado
A neve começa a me orientar


Agora, o que me ilumina,
Mas não passa do meu coração batendo

Olhando através das aberturas em meus dedos
O mundo está rapidamente se estreitando para o futuro

Grito! debocho desse amor insensato

Me jogo em seus braços e
Agora, dou um beijo de sofrimento...

Minha pulsação está enfraquecendo
Como uma voz enganadora
Aquilo sem todas as cores
Só está ficando mais bonito

Mas com a neve
Mesmo estando suja
Até chegar na cidade destruída,
Gostaria de sonhar

Penas brancas de um anjo
Vão caindo
E começam a se juntar


Até chegar
Para chamar de volta as luzes perdidas,
Só reataram a voz de Deus, e os batimentos do seu coração




27 de setembro de 2008

The GazettE - Kyomu no Owari Hakozume no Mokushi (Tradução)


Meus suspiros observados estão erguendo as sombras,

até minha expressão facial enfraquece.


A pele que não sai deste rosto retorcido.

Estou pondo aquela corda putrefata com uma violenta emoção silenciosa.


Meus olhos derramaram a verdade,

Amanhã abrindo sua boca que não tremia.


Não faço nada além de encarar essa pequena caixa.


A escuridão deposita-se até o fundo.


Dolorosamente encantado, estou me perguntando o "porquê".

Meus olhos inundados transbordaram, a que outra atração eu darei nascimento?

Eu aponto o fragmento projetado, para recebê-lo eu preciso revelar a raiz.


Que propósito eu tenho e o que eu quero carregar?

Do que a elucidação da minha alma sem sentido me salva?


Até mesmo essa pequena caixa.


A escuridão afunda cada vez mais.


Estou dolorosamente encantado com o "porquê".

Meus olhos inundados transbordam, continua se repetindo.

Dolorosamente, estou encantado com essa solidão.


O que meus olhos, que estão nada mais que nebulosos, deveriam procurar?


Composição: Aoi

2 de setembro de 2008

Letter to the Sky

As festas da minha vida,
Se fazem nessas letras.
Nesses riscos no papel
Borrado com as gotas da chuva
E as lágrimas do meu coração

Você me trouxe a vida
Com seu amor infindável
E dedicação à mim
Do mesmo jeito que o seu amor me fez completo
O meu amor te fez eterno

Você me trouxe a morte
Com a sua.
Agora vivo de lembranças
Do seu cheiro que insiste em me deixar

Me espere, meu amor
Quando o céu me perdoar
Eu vou te reencontrar
Enquanto isso...
Pago o pecado de ter tirado a minha própria vida

Com amor,
Uruha



[ n/a: isso foi uma miniminiminiminiTentativadeDeathFic Aoi x Uruha ]