24 de junho de 2010

Muro invisível

Como posso cair? Não vou conseguir me levantar, não vou conseguir me reeguer..

O muro invisível que criei envolta de mim está mais fraco do que nunca..

Mas tento com todas as minhas forças mantê-lo forte.

Uma frase quase me derrubou..

Escondi minhas lágrimas até não poder mais.

Mas ao cair a noite me rendo ao choro.. à minha solidão.

Quando o dia amanhece tento encontrar conforto na dor, tendo sorrir mesmo com o buraco que lateja em mim.

Escondo minha verdadeira forma.. Mas pra quê?

Quero gritar alto, quero enlouquecer, QUERO CONSEGUIR OS MEUS SONHOS.

São mais que apenas palavras: são apenas lágrimas e chuva.



*Tears an Rains - James Blunt

Livre

O tempo nublado contava como estava o humor da praia..

O vento passava avisando que não estava de brincadeira, que poderia mostrar toda sua força a qualquer momento.

Você decidiu encarar a água salgada do mar, decidiu quebrar alguma regras, decidiu por se aventurar.

Despiu-se e eu acompanhei com o olhar você se tornando livre... 

Livre de você mesmo para se tornar um só com a natureza.

Livre para mergulhar naquele mar e esquentá-lo com o seu corpo.

Pude ver você correndo que nem um menino travesso 

Com sorriso de quem era realmente feliz.

O meu coração esquentou um pouco mais nesse momento...

22 de junho de 2010

Diego Moraes

Não entendo muito sobre notas ou semi notas, mas entendo sobre coisas que vem direto do coração. Entendo quando alguém coloca na própria arte todo amor e carinho que existe dentro de si. Entendo quando esse alguém consegue fazer os olhos do próximo encher d’água. Sinto isso tudo ao ouvir a música de um cantor, que para mim é esplêndido, chamado Diego Moraes. Sempre quando escuto sua voz, sinto meus ombros relaxarem, os olhos fecharem e embarco no que ele me transmite. Paz. Alegria. Graça. Tudo isso em apenas alguns minutos de música. A canção dele vem ao meu encontro delicadamente, suavemente. É como se fosse as flores de um dente de leão polinizando meus ouvidos quando o vento sopra.

21 de junho de 2010

Vício

O meu novo vício, minha nova droga, o meu novo entorpecente.

Vislumbrei o doce dos seus olhos com o infinito do céu ao fundo.

Percebi a sua gentileza ao me proteger do frio,

O seu calor me envolveu me acariciou.

Suas mãos me exploraram...

Fogoso e carinho, um paradoxo intrigante.

8 de junho de 2010

Coisas avulsas


Ele tem olhos que inspiram felicidade e lealdade.

Tem o sorriso de quem ama o que diz e o que faz.

Tem as mãos de quem sabe o que quer.

Mesmo antes de nos conhecermos amamos...

Amamos o mar, a terra e o céu

Amamos a vida. 

3 de junho de 2010

O triste e recorrente medo de perder...

Uma, duas, três, quatro, vinte, oitenta milhas...

Perdi a conta do quanto ficaremos longe fisicamente.

Perdi a conta do quanto você é necessária na minha vida.

Do quanto as cores são mais vívidas quando você está ao meu lado.

Do quanto preciso de você para que o oxigênio chegue aos meus pulmões.

Do quanto... eu sou seu.

Não tenho ideia do quanto as mudanças da sua vida afetarão o ‘nós’.

Do quanto seus olhos irão ver... e os meus não.

Do quanto o seu coração pode se acelerar por alguém que não sou eu...

Me desculpe, mas eu sou irritantemente egoísta.

Sei que o melhor pra você é ir, mas...

Como poderá ficar o melhor pra nós?

Não estou pedindo para que não vá... Só quero que fique comigo, quero que fique com meu coração.

O que eu tenho são ciúmes ou é a realidade me assustando?

O que eu tenho... o que eu sou...

É inteiramente seu.



(Poema feito para a namorada do irmão de uma amiga, entendeu? Pois é, eu não. sahusa Ele me pediu pra escrever algo pra ela por causa do aniversário de namoro deles ^^)

30 de maio de 2010

Genteeee, hoje o meu ego realmente estourou de tanta felicidade. Duas pessoas que gostooo muito escreveram pra mim! Okay que o primeiro não escreveu pra mim e sim de algo que escrevi, mas ficou tão bonito que vou postá-lo aqui. Quanta felicidade! Mas antes vou falar um pouco sobre os dois:

O primeiro que escreveu foi o Edgar, menino fofo aindavoupegar  que peguei uma amizade muito rápida. A gente se entende muito fácil, é até assustador. Detalhe que vou postar sem a devida autorização dele. Tudo bem, ele luta Karatê, mas vou tentar correr mais rápido.

A segunda pessoa é a Stéphanie, minha primeira amizade na faculdade. Sábia e estúpida ao mesmo tempo. Adoro rir da cara dela com ela! Admiro muito ela. Parece que nos conhecemos desde sempre.

Me sinto muitíssimo honrada.

Mas enfim... aqui vai.

O conto dela:
Cassijé

As dúvidas que sempre pairavam em minha cabeça...
E o sentimento que vinha como pontadas de agulha, me domina por inteira.
Antes uma dúvida, será agora uma certeza?!

Procuro respostas onde não existem.
Entrego-me ao ostracismo, não consigo transpor o que sinto.
Tento chamar meu pequeno órgão vermelho e pulsante para uma conversa, mas ele se cala.
(Tum Tum Tum)
Pergunto para este poço sem fim de vastos sentimentos, o que há de errado comigo.
E ele só insiste em me responder...
Tum
Tum
Tum

Percebi que acima de tudo tenho um coração e sou capaz de amar sem me preocupar com o estereótipo.

Será que sou a frente do meu tempo ou sou uma verdadeira abominação?!

E se tiver que perder para me achar, na magnitude do correto e incorreto?
Então eu o farei!
Acho que já estou perdida (graças a Deus), pois é a minha essência que agora eu consegui finalmente encontrar.

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Minha frase inspiradora: "Queria que as pessoas pudessem e quisessem ver além do poder que olhos oferecem."

Poema dele:
Eu vejo além do poder que meus olhos me dão...
Afinal de contas, eu vejo com coração. Com coração eu vejo, sinto, vivo..
Com meu coração eu amo!!




29 de maio de 2010

Edificando

Procuro em outros lábios, o seu gosto.

Procuro em outras mãos, o seu carinho.

Procuro em outros corações, o seu amor.

Mas quando abro os olhos e o beijo termina...

Percebo que não é você quem está pedindo mais.

Até quando a sua silhueta irá me assombrar?

Até quando eu vou sentir dor ao lembrar que você me deixou?

Sem explicações, você só disse que não me ama mais e quando a raiva abrandou..

Percebi que você nunca me amou.

(Poema feito para um amigo - Edgar - em relação à novela mexicana de com e ex)

12 de maio de 2010

Serpentário

Altas emoções na minha vida! Pela primeira vez estou empolgada com tudo o que faço e o que pretendo fazer. Chega de imaginar como é isso, o agora está acontecendo com muitas surpresas.

Essa semana fui à um serpentário e foi tudo tão.. MARAVILHOSO. No começo pensei que seria ruim pra gente fazer o trabalho lá, pois um veterano nos desestimulou bastante, mas com um pouquinho de simpatia conseguimos entrar lá! E lá, no que eu me refiro, é no Vital Brazil. Uma Instituição pública que tem como objetivo a extração de veneno de cobras variadas para a produção do antídoto. Além disso eles estudam as serpentes, mesmo as que não são peçonhentas (não são venenosas).

Pois bem! Eu e o meu grupo (colegas de trabalho com potencial de grandes amigas) fomos à Niterói explorar esse tal de Vital Brazil do qual eu nunca ouvira falar, mas isso é normal, a minha 'leiguiçe' é impressionante. A minha primeira descoberta foi aquela ilhazinha do outro lado do mar no qual eu mal tinha pisado. Niterói é linda! Me apaixonei pelo lugar. Como podem achar que lá é o outro lado da poça? O Rio tem muito mais a ver com essa expressão. As ruas de Niterói tem uma charmosidade bossa nova. Uma leveza de alma que não vejo por aqui, onde quase tudo e quase todos são petrificadas estruturas de rock.

No Vital Brasil encontrei pessoas impressionantes, cada um com o seu brilho encantador. Mas os que mais me marcaram foram a jovem e doce Leonora e o profundo e humilde Aníbal.

A dócil Leonora tem uma pureza cativante nos olhos. Tudo nela inspira bondade, é difícil achar pessoas assim. Espero estar certa. Todos a chamavam de Nola, apelido bonito, não é? Não sei muito sobre ela, mas gostaria de deixar a minha impressão sobre ela aqui. Pessoas boas não devem ser esquecidas. Nunca.

Quando chegamos lá e não sabíamos aonde estávamos nos metendo, um jovem senhor com simpatia saindo pelos ouvidos veio receber o nosso grupo. ( Entramos em uma excursão que não era nossa e sim de alunos de enfermagem. A nossa 'penetrice' deixou o professor do grupo muito irritado.) A Luíza, uma bióloga que conhecemos lá, disse a ele que éramos estudantes de biologia e que estávamos ali para fazer um trabalho. O rosto dele se iluminou de alegria e não pude fazer nada a não ser sorrir também. Depois de alguma piadas entre todos, ele nos levou para uma sala e nos acomodou para que fizéssemos as perguntas que queríamos. Enquanto cada uma falava, Aníbal olhava no fundo de nossos olhos, calmamente. Quando chegou 'a minha vez' me senti nua. Ele parecia ler minha alma em poucos segundos de comunicação visual. Mas o incrível é que não me senti importunada nem molestada e, sim, compreendida. Era como um pai que queria saber mais sobre sua filha. Um olhar cheio de ternura, porém extremamente sagaz.

Descobri que ele é um PhD e fiquei chocada. A humildade anda no mesmo passo da inteligência, incrível. Ele despiu todos os conceitos de estudiosos arrogantes e/ou prepotentes. Quero ser uma bióloga como ele. VOU ser uma bióloga como ele. É o meu dever perante o estudo da vida, perante a imensidão da natureza.




18 de abril de 2010

Pra manter ou mudar...

Já menti muitas vezes dizendo que o que escrevo aqui é tudo fruto da minha imaginação. Até certo ponto é verdade, mas esses são poucos. Sempre que escrevo é para tornar meus sentimentos palpáveis ou compreensíveis. Não quero mais mentir e dizer que invento quando quero falar o que penso. Por que é tão difícil falar e encarar a verdade? Digo por mim mesma. Não aceito bem o que muitas vezes falam para mim.

Quando escrevo, me liberto. Estou libertando o 'eu' que se esconde. Quando escrevo... vivo as verdades que estão enterradas na minha mente. Por um segundo.. por um instante sequer... quero deixar de me importar tanto com o que deveria me desapegar. E isso estou tentando mudar a partir de agora. E o segundo passo é: Dizer que amor não é semelhante a dominação. Não é e nunca vai ser.